quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Teoria do Desespero - Parte 1

"O post de hoje é estúpido, rídiculo.
Mas, ele já está aqui, então lá vai.

Vou dedicá-lo ao Sr. Super Ético, ou será que ele prefere que eu o chame de DOUTOR Ético?. É muito provável que ele nunca leia essa coisinha linda aqui, pois, sua vida muito atarefada e super ÉTICA não o permitirá fuçar no google o que as pessoas falam dele e tudo mais, e certamente ele não saberá que é dele que falo, uma vez que não colocarei o seu nome para preservar a sua honra e integridade (ohhhhh).

Independentemente de toda essa palhaçada, eu vou escrever. Escrevo, porque é a única maneira que conheço de manisfestar a minha opinião, já que a minha voz não atinge os ouvidos do SUPER ÉTICO, sempre tão confortável dentro de sua bolha particular.

É incrível como nós temos tendência a acreditar nas pessoas pelo que elas demonstram ser. Sim, elas se julgam éticas, boas, leais e cordiais. Acreditamos, claro. Por que desconfiar de alguém que aparentemente só quer o seu bem? Poxa, mania de perseguição não rola, né? Então, vamos levando e achando que o fato de pensarmos que tudo o que a tal pessoa fala é mentira, é apenas uma síndrome maluca que a sociedade transmite pra gente. Ótimo! Parabéns pra você que absorveu o espírito da coisa.

Lá vai a verdade: acho isso uma bosta. Você ter que acreditar na bondade de uma pessoa só porque ela quer. No final você acaba reparando que, se ela tenta demonstrar demais algo, é porque na verdade não é nem 1/3 daquilo. Daí você se diz decepcionado e enganado e blá blá blá. Por favor, não me venha com esse papo de que nunca imaginou isso e aquilo. Não vou acreditar.

O tal Super Ético está em todo lugar. Inclusive eu, você, nossos vizinhos.
Mais decepcionante que conhecer o Super Ético, é reparar a sua tendência a gostar dele. Gostar de tudo aquilo que abomina, que repudia com todas as forças. Amar aquilo que odiara um dia.

O jeito é aprender a lidar com isso.".

[Teoria do Desespero] - continua...


domingo, 7 de agosto de 2011

E tudo aquilo que é bom...

A amizade nasce da reciprocidade de uma pessoa para com a outra e, portanto, está relacionada às nossas escolhas. Amigos são as pessoas que escolhemos pra fazer parte de nossa família, de nossa vida e de nossa história. Somos seres tão pequenos, tão simples e, às vezes, tão submissos ao mar de regras que nos são impostas, que, sinceramente, seria impossível resistir a tudo isso ser um bom amigo ao lado.

Somos aquilo que desejamos e realizamos para o mundo. Contudo, nem sempre nossas ações são, de fato, benéficas. O medo de estar só - a chamada solidão - proporciona sentimentos tão sufocantes que impulsionam as ações impensadas. É preciso equilíbrio, sabedoria, amor, felicidade e principalmente AMIGOS. Não há vida sem amigo, simples assim.
O convívio com pensamentos diferentes é um teste diário de compreensão e respeito mútuo. Os amigos nos ensinam como lidar com essas diferenças e as habituais mudanças, através de seus conselhos e, outrora, broncas.
Um bom amigo sabe pesar os prós e os contras, sabe ouvir quando necessário (e demonstra isso com um gesto singelo, como por exemplo, um abraço ou apenas um olhar) e falar na hora certa.
Amigos não se perdem com o tempo, tampouco com as circunstâncias. São onipresentes, são cientes, são eloquentes.
Somos frutos do que plantamos dia-a-dia. Somos o erro em forma concreta, mas, sobretudo, somos o AMOR na sua maior abstração.
Eu não seria nada sem a minha família e sem os meus amigos. Obrigada fofuxíssimos, mesmo mesmo. Parece clichê, mas, lá vai: EU AMO VOCÊS, incondicionalmente. Não se esqueçam disso.
Que possamos viver toda essa vida maravilhosa sempre juntos e que não nos esqueçamos de preservar os nossos princípios e essências, propagando o que é bom e amenizando o que é ruim.

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Pra recomeçar
Pra recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prs você não deixar
De duvidar...

(Frejat)

sábado, 16 de julho de 2011

E no fim é assim...

Há aproximadamente 10 anos atrás eu me deparava pela primeira vez com o nome "Harry Potter", não sabia do que se tratava e pouquissímas pessoas do meu convívio social (na época) conheciam. A princípio, não acreditei que eu fosse gostar da história, mas, admito, a capa do primeiro livro por algum motivo me atraiu a começar a ler. A boa escrita, a forma como tudo se encaixa, a coesão precisa e a história fantástica e diferente de todas as outras que já conhecia, me fizeram sentir que o amor pelo livro estava brotando no meu coração.

Lia os livros e assistia aos filmes, ainda não conhecia os fóruns, comunidades e chat's para discutir sobre o assunto. Quando os descobri, tamanha foi a minha felicidade em saber que poderia debater ideias com pessoas que, assim como eu, tinham prazer em falar sobre a saga.

Logo, as amizades começaram a surgir. Isso é o que eu posso chamar de afinidade recíproca entre pessoas. Pude conhecer pessoas e estabelecer graus de simpatia e carinho que sobreviverão mesmo com o fim dos livros, mesmo com o fim dos fóruns, dos chat's e tudo o mais. Amigos tão maravilhosos, tão encatandores e amáveis, que me pergunto o que seria de mim sem a amizade deles. Sinceramente não sei, mas, há um ponto em nossas vidas em que já não mais conseguimos imaginar o nosso ciclo sem determinadas pessoas.

Os anos foram passando, eu sempre acompanhando. Cresci lendo Harry Potter, vivi inúmeros momentos, fiz coisas aleatoriamente, conheci pesssoas, amadureci em alguns aspectos, em outros não. Vi a vida passando e tentei vivenciá-la da melhor maneira possível.

Ontem, finalmente, o espetáculo chegou ao último ato, as cortinas apareceram, os aplausos surgiram. Acabara. E assim como todo espetáculo de cinco estrelas, o último filme da saga Harry Potter não deixou a desejar. Certamente que há sempre uma coisa ou outra que nós, como fãs assumidíssimos, não gostamos, mas numa análise geral foi perfeito.

Interpretação elevada à maestria, excelentes efeitos especiais, trilha sonora espetacular, fotografia e imagem surpreendentes, o foco no que os personagens sentiam em momentos de tantos conflitos e misto de sentimentos. Um grande filme, para grandes fãs.

Chorei, chorei muito, praticamente no filme inteiro. Chorei de soluçar. Tive mini-crise existencial depois que terminou e não queria sair da sala de cinema de jeito nenhum. O mais engraçado é que achei que só eu estava dando showzinho de choro compulsivo, mas, ao olhar para os lados vi que tinha zilhões de pessoas fazendo a mesma coisa. A sensação era de que se a gente levantasse e saisse dali estaríamos de fato confirmando que tudo tinha chegado ao fim. E, confesso, faltou coragem pra fazer isso. Entreguei o óculos 3D pra moça na hora da saída e ela olhou pra mim com cara de pena. Chorei ainda mais.

É angustiante, do começo ao fim. Você acompanha o trajeto daqueles personagens e sabe o que vai acontecer, daí dá aquele nó na garganta, a boca fica seca, as mãos tremem; uma loucura só. E quando você pensa que já está bem e recuperada, desce do metrô, percebe que acabou de ver o último filme de Harry Potter, e chora de novo.

E mesmo que se assista mil vez, em ocasiões diferentes, com pessoas diferentes, com pensamentos e modos de vida diferentes... a reação será sempre a mesma.

Um mega super obrigada a Tia Jô, que criou essa maravilha pra gente. A todos os meus amigos queridos que conheci por causa da saga e, claro, aos personagens que me acompanharam por quase 10 anos, e com certeza me acompanharão nos próximos 10, e mais 10...

E no fim é assim... você não sabe ao certo como será no futuro, mas sabe que valeu a pena. Valeu DEMAIS!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Numa doçura...


Amar é dedicar-se a alguém de forma terna e sincera, sem objetivar finalidades lucrativas ou qualquer tipo de benefício. O amor, em suas diversas formas de manifestação, é dito como o sentimento que fundamenta e estrutura toda a vida do ser humano, e, exatamente por carregar tamanha responsabilidade, pode também ter um desequilíbrio constante. 

Não há condições para amar uma pessoa, tampouco funções objetivas derivadas do próprio amor. Amar é deixar levar-se pela abstração e entregar-se ao mundo de inovações e mudanças que o mesmo propõe. Somos demasiadamente frágeis quando comparados a grandiosidade do mundo e aos conceitos que vão além da metafísica explicativa. Somos micro-partículas, serezinhos pequenos, simples, temerosos e desconfiados. 

Porém, ainda assim, somos capazes de amar. Pode parecer bem simples, mas dedicar-se a um amor é confiar puramente na pessoa a quem o dedica, e isto não é fácil. Deixar de lado todas as nossas inseguranças e se embrenhar numa história em que somos os protagonistas e não temos a menor ideia de que final terá esse suposto "conto de fadas". É como atirar-se num rio sem ter ideia de sua profundidade ou os obstáculos ocultos pelas águas.

Como? Como conseguimos fazer isso? Como conseguimos deixar a razão em segundo plano e ficar à mercê de algo que não temos o mínimo controle? Simples. É a manifestação do superego. A repressão tão habitual em nosso cotidiano não tem muita valia quando o tempestuoso e exagerado amor entra em cena. Ele se torna o ator principal e, a partir desse momento, nossa concentração tende a fixar-se em suas encenações e atuações, deixando o pobre consciente como mero coadjuvante que tenta, porém não consegue, voltar a ser o grande astro.

Nos deliciamos tanto com suas formas de se manifestar que decidimos, de forma ligeira e impensada, entrar em cena também. Apesar de não saber o roteiro do espetáculo e nem a postura comportamental a ser adotada. É ai que a surpresa faz sua participaçãozinha especial. Surpreende-nos quando prova a nós mesmos que o verdadeiro EU pode ser multifacetado.
Ainda assim, não nos importamos. Uma das coisas bacanas no amor é exatamente a sensação de segurança e felicidade eterna que ele proporciona. Cada segundo vale a pena, porque, afinal, estar ao lado de quem gostamos não tem preço.

E mesmo com o fim, mesmo quando o último ato dessa história termina, é importante que vejamos tudo como algo bom. nada é ao todo irrelevante. é como um livro, mesmo que o conteúdo não seja o que almejamos, não podemos afirmar que não aprendemos absolutamente nada com a leitura.

Amar é deixar de lado as compreensões colocadas como necessárias, e embrenhar-se num misto de loucura e surpresas. É viver da forma que queremos e do jeitinho que queremos, sem temer o julgamento alheio.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A fórmula

Me levanto. Escovo os dentes, tomo banho, tomo o café da manhã, vou trabalhar.
Em casa me rotulam como alguém sábio, no trabalho um serzinho arrogante, na faculdade o anti-social. Rótulos, rótulos, rótulos.

Para se viver nesse mundo é impossível não rotular ou ser rotulado (infelizmente). Isso já faz parte da nossa cultura de costumes e sociedade de valores muito integros (dormirei). Somos ensinados desde cedo a ter uma visão superficial e estereotipada sobre a vida, o mundo e as pessoas que vivem ao nosso redor. Porém, não temos a quem culpar. Vejamos os nossos pais: eles passam a nós tudo o que acham que é certo, e por vezes têm ideias um tanto preconceituosas e as transmitem inconscientemente (ou consciente mesmo, vai saber). Nós, provavelmente, faremos as mesmas coisas com os nossos filhos e assim sucessivamente, como um círculo vicioso de atitudes nada adequadas. Sendo raras as exceções.

Rousseau acreditava que as pessoas eram boas por natureza e que a sociedade as corrompia, não podendo essas pessoas voltar ao estado natural por mais que quisessem, uma vez que já conheciam e viviam a realidade humana, tão dura, tão sórdida, tão perdida em devaneios. As pessoas mudavam seus valores pois precisavam viver em sociedade e se adaptar ao que, supostamente, era certo (e devido também).

Já Hobbes afirmava que "o homem é lobo do próprio homem", ou seja, o homem já é ruim por natureza, tendo a sociedade apenas papel antagonista na trama. O homem não é corrompido por uma sociedade cruel e injusta, ele já nasce corrompido (safadinho).

Então, nos deparamos com preconceitos absurdos, mentalidades super fúteis e muita (muita mesmo) falta de camaradagem dos nossos amigos governantes. Tá, isso vem de quem? Mamãe? Papai? Tia Alice? Sociedade ingrata? Ainda não descobri, mas, reparei numa coisa engraçada que pra mim é parte fundamental da "desestrutura" social. É meio idiota, mas, pode ter certeza que provavelmente já aconteceu com você (talvez a sua memória pouco privilegiada não lhe permita lembrar, desculpa auhaua).

Porque, quando crianças (até os 5 anos mais ou menos), achamos normal os menininhos e menininhas da classe se abraçarem? É, a gente se agarra o tempo todo, sem nenhuma malícia aparente. Nos beijamos, nos jogamos no chão, cara é uma bagunça só. Daí crescemos e vemos dois meninos se abraçando (isso lá pelos 10 anos mesmo) e, putz, eles são chamados de "bixinhas". E se menino e menina se abraçarem os gritinhos de "tá namorando" são predominantes (fato comprovado). Pior, quando dois guris com seus 16 anos se abraçam, fo***. Já passa de brincadeira sem graga no primário para preconceito assumido na adolescência. Gritos odiosos de "gay", "viado", "maldito puto" são mais ouvidos que as músicas horrendas que seus vizinhos insistem em ouvir. Sinceramernte isso me assusta um bocado (falar "bocado" me lembra do meu amor platônico pelo Stephen King e nem sei se isso é bom, mas, falemos disso num outro post), porque, você percebe que Hobbes tinha um tantinho de razão e Rousseau também (não literalmente claro, mas, interpretemos isso com a mente bem aberta e alheia a superficialidades).

Talvez o ideal fosse isolar criancinhas de cinco anos para que elas não se contaminassem com a maldade humana. Mas, vejamos, elas não seriam assim um tanto alienadas? Digo, criancinhas solitárias em suas bolhas particulares, sem muita experiência e vivência. A verdade é que não há uma solução apropriada por ora, afinal, minha mente já corrompida não terá ideias muito sensacionais, né? Me conformo.

O que eu queria, de verdade, é que todos nós refletíssemos sobre nossas ações cotidianas, pois são elas, que traçam as linhas do desenho de quem realmente somos. Não sejamos mecanizados. Não sejamos preconceituosos. Antes de julgar as pessoas, avaliemos a nós mesmos. As nossas ações e as nossas ideias valem muito a pena.
Acho que é isso gente.
 
ps: Agradecimentos ao guri Guilherme que deu uma lidinha nisso aqui primeiro. Não é nada sensacional e eu demorei séculos pra postar, mas, tranquilo. Tá aqui.
ps1: Um fim de semana rock'n'roll pra todo mundo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Penso, logo...

A análise radical sobre qualquer fato, ato ou ideia é, certamente, superficial. A radicalidade não permite a avaliação minuciosa sobre determinado assunto e, assim sendo, gera uma pseudo-compreensão que se supõe ser a ideal. Isso é presente ainda nos dias atuais, por mais que muitos se gabem por pertencerem ao século XXI, tão tecnológico e "avançado". Talvez o significado da palavra "avanço" seja múltiplo, não? Porque o que eu vejo em pleno século XXI são pessoas com praticamente a mesma mentalidade das pessoas dos séculos anteriores. Pretensiosos? Certamente.

Entretanto, nos dias atuais há a tão sonhada liberdade (não em todo o mundo, mas em boa parte dele). Será mesmo? A verdade é que nem sempre você faz o que realmente quer. Essa política social que finge aceitar tudo e cria regras falsas que protegem as pessoas diferentes (numa visão bem simplista, uma vez que todos somos iguais perante a lei) é pura hipocrisia (ao menos referente ao HOJE). Falam de preconceito, quando são os primeiros a expressá-lo por meio de "liberdade de expressão". Sim, a tal "liberdade de expressão" parece só existir para uns e outros, não para TODOS como a frase sugere.

Falam de direito de amar e constituir família com quem bem entendermos (independente do sexo, vale ressaltar) desde que ambas as partes estejam de acordo com a "união" estabelecida, quando são os primeiros a lhe dizer quem se deve amar (como se pudéssemos escolher) - o que é extremamente contraditório.

É preciso perceber que a evolução da mentalidade das pessoas não se dá pelo tempo que elas vivem, o que vivem e como vivem, mas, em como elas conseguem absorver o que é bom e ruim para uma nação e para cada membro nela inserida. Não basta uma análise generalizada do todo, pois, cada membro tem a sua individualidade e esta deve ser respeitada. Visar o bem comum não significa ignorar, reprimir e rechaçar pensamentos e sentimentos alheios.

Respeito mútuo, reciprocidade e visão ampla são imprescindíveis para uma boa convivência com o coletivo. A 2ª Guerra Mundial deixou claro o que o preconceito pode causar para todo o mundo. Não se trata apenas da morte e violência, mas de um pisoteio bárbaro em todos os princípios de direitos humanos, a desmoralização daquilo que mais prezamos que é a dignidade humana.

Quando falamos de preconceito, seja racial, sexual, cultural ou religioso, nossa percepção como seres humanos nos induz a pensar naquilo que a sociedade defende como o certo. Porém, o que deveras é certo para a sociedade, pode, de certa forma, exercer papel preconceituoso perante aquele que por opção ou não, é "taxado" como diferente. Surge aí aquele "respeito" bastante duvidoso quanto a forma de agir do outro. É chato notar que há uma parcela de pessoas que apenas respeitam as demais porque isso é dito como um DEVER, uma obrigação. O respeito, assim, não é inerente e sim "forçado".

De uma forma ou de outra, ele precisa existir, afinal, é o que equilibra a sociedade, correto?

O fato é que cansa esse falso moralismo e essa falsa igualdade. Não basta evoluir tecnologicamente, o social e o mentalmente também são importantes.

Acredito piamente que haverá o dia em que o amor entre as pessoas será realmente sincero. Que a liberdade será realmente viva para cada um de nós e que o respeito existirá não apenas como norma posta ou regra social, mas, como parte integrante da formação do ser humano.

ps: Boa semana para aqueles que passaram pelo furacão chamado carnaval. Bjão.

ps1: quero frisar que em momento algum este post visa generalizar qualquer coisa. Há sim uma série de problemas com preconceito, mas, isso não significa que todo mundo seja preconceituoso. O intuito aqui é ressaltar que é preciso que as políticas públicas melhorem para assim atender a todos de maneira justa e igual. Não basta existirem, essas políticas devem principalmente agir!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nada de novo!

Finalmente tomei vergonha na cara e decidi publicar o primeiro post do ano aqui no blog. Porque eu fiquei tanto tempo sem postar? Falta de vergonha na cara, pois tempo eu tenho de sobra. Apenas durmo, bebo, leio, sinto dor de cabeça e assisto filmes. Vidão hem? Já fui melhor, admito.

Tava pensando esses dias o que é a minha vida. Ou eu tenho milhares de coisas pra fazer ao mesmo tempo ou vivo o puro ócio. É essa droga de 8 ou 80. Daí que isso não faz nada bem ao meu organismo, que não entende porque eu faço isso com ele. Sei lá, deve achar que é pura pirraça minha que não decido se fico numa boa ou explodindo desesperadamente.

- Oi organismo, desculpa, mas a culpa não é minha. Não dá pra controlar os eventos da minha vida maluca.

O engraçado é que quando faço mil coisas, tenho disposição para fazer mais duas mil. E quando apenas curto minhas férias sem fazer absolutamente NADA, me sinto extremamente sonolenta e cansada. E praticamente o tempo todo, dica.

Daí que eu decidi colocar no papel tudo que deveria fazer para me animar mais e assim me sentir menos caída. Coloquei que levantaria as 7 da manhã para caminhar, depois leria, passearia a tarde e a noite assistiria filmes, ficaria na internet ou algo que o valha. Ok, tudo ótimo na teoria, mas na prática meu plano não funcionou. Eu continuo com muito sono (o que é bem anormal, quem me conhece sabe que eu costumava dormir umas 6 horinhas por noite e só, vivia bem assim), continuo comendo muita porcaria, uso a internet mais do que deveria (tipo, até as 4 horas da manhã e tals) e não fui caminhar um dia sequer. Dá pra imaginar o retrato da garota? #medo

Eu sinto falta do tempo eu que eu trabalhava em dois empregos, fazia cursinho, ensino médio e mais a correria para deixar as minhas coisas bem organizadas. Sim, eu era bem organizada, isso até eu conhecer o ócio e descobrir que posso deixar para amanhã o que DEVO fazer hoje. Adoro uahauhauhuaa.

Sinto vontade de voltar a estudar francês, praticar violão, ir lá na ETE ficar sentadinha na grama e visitar o pessoal da biblioteca. Coisas tão simples e que já dava pra ter feito, mas, sou bem capaz de voltar pra Liberdade e dizer que não tive tempo. Foda, né? Tranquilo, não vou me culpar por algo que ainda não tive tempo de sentir culpa uahauhaua.

De qualquer forma, esse primeiro post deveria ser algo bem bacana. Uma das minhas inúmeras filosofias malucas, ou minhas teorias sobre física e afins, quem sabe uma explanação sobre teatro e literatura? Mas, não. Prefiro falar de mim mesma. Acho que é a primeira vez que coloco a minha pessoa a frente das minhas ideias.

Sinto falta de mil coisas e de várias pessoas. Amigos que foram embora, outros que sumiram do mapa, outros que simplesmente me afastei. Algumas vezes na vida a gente não tem o controle do que queremos, daí que vamos tomando um rumo que nem sempre planejamos. A culpa não é do tal destino nem da nossa outra personalidade (todos temos dupla, acredite) . A verdade é que talvez nem exista culpa. Não é porque as coisas não andam da forma que queremos que elas sejam de todo ruins. Às vezes se surpreender vale a pena, creio eu.

E acho que o nível de lorota por hoje já está ótimo. Cuidem-se pessoinhas. E me dêem notícias caso vocês leiam isso aqui, falem de suas vidas.

Bejonhos.