Por que ser a favor do Dia Internacional da Mulher?
A mulher é essencial, disso todos nós sabemos. A comemoração do Dia Internacional da Mulher é importante para que haja a conscientização de que a mulher, tanto quanto o homem, merece exercer seu papel sem ser menosprezada ou recriminada por isso.
Em diversos países a mulher já conquistou o direito de votar, trabalhar em profissões desejáveis e de ser cidadã, tudo isso devido a sua árdua jornada por conquistas no mundo. Mas, infelizmente há países em que a situação ainda está em absoluta precariedade.
Por exemplo, "o governo iraniano realizou uma campanha contra as mulheres que não usavam a vestimenta obrigatória para a religião muçulmana (o xador, um longo véu preto que cobre o corpo da cabeça aos pés). As mulheres que trajavam roupas cintadas e de cores vivas eram primeiro advertidas e depois levadas para um centro correcional, se protestassem." As mulheres só poderiam sair após serem identificadas e assinarem um compromisso por escrito de que mudariam de comportamento e se vestiriam com roupas convencionais levadas por familiares. A mulher também não pode falar o que bem desejar sem a permissão do marido, além de ter horário para se deitar, ser forçada a cumprir tarefas domésticas e respeitar seu marido (mesmo que ele não a respeite).
Há também casos catastróficos na China, país com grande número populacional e conquistas econômicas, mas ainda assim pecador quando se trata da mulher.
No Livro “As Boas Mulheres da China”, escrito pela Jornalista Xinran, é descrito o perfil catastrófico de mulheres que viveram sob o regime comunista, relatando a história de cada uma, que inacreditavelmente suportaram as dores e opressões causadas contra elas. Sim, mulheres que para os homens não passavam de moscas a serem pisadas e dejetos sexuais (procriação de um Herdeiro).
A história da mulher no mundo é paradoxalmente comovente e por mais que se evolua continuam a ser insatisfatórios os Direitos atribuídos a tais. Afinal Direitos são iguais, isto na teoria, na prática são outros quinhentos.
É devido a certas opressões e falta de Direitos, que o dia Internacional da Mulher não é somente necessário, mas essencial. É o pivô da busca feminina por melhores condições e meios satisfatórios de uma vida decente e livre. É o dia em que muitas mulheres podem sentir que a “Liberdade” não é um sonho, mas um objetivo que pode sim ser realizado.
A mulher vem conquistando a cada década seu espaço em um mundo tradicionalmente machista; já consegue atuar em áreas historicamente masculinas, como na política e indústria. Mas só isso não basta, é necessário muito mais.
E o dia Internacional da Mulher quantifica esse ”muito mais”.
Por que ser contra o Dia Internacional da Mulher?
Primeiramente, se a mulher tem um dia especial para si automaticamente já é exercido o preconceito. Por quê? Simples. O que a mulher tem de mais especial que o homem? Absolutamente nada.
Friso aqui que somos todos iguais, portanto, os Direitos que se equivalem para o homem se equivalem também para a mulher, no entanto, esta teoria só é vista quando há opressão contra a mulher e não o contrário, entretanto, deveria ser vista de maneira generalizada, sendo ela a favor ou contra os preceitos e antecedentes.
A mulher deve sim lutar por seus Direitos, mas ter um dia específico para ela já desbanca a igualdade.
Além do mais, todo dia é dia da mulher, assim como de todo ser vivo. Cada qual tem sua importância e sua essência. Não se devem altear uns e rebaixar outros.
O dia da Mulher foi criado para titulá-las como coitadas que precisam desse dia para se sentir soberanas, além e maiores que os homens. A mulher deve ser parabenizada pelo o que ela tem de melhor, seja fisicamente, moralmente ou mentalmente. Sexo não é motivo para nenhuma pessoa ser parabenizada!
Isto é descriminação. E assim como as mulheres lutaram contra o preconceito, devem continuar a exercer essa coragem e determinação agora. Abaixo a desigualdade!
Observações: Levemos em consideração que ambas as opiniões estão certas de acordo com o ponto de vista de cada qual. Não devemos aceitá-las ou segui-las, mas simplesmente respeitá-las.
(Matéria escrita para a Revista "A Serpente", por Anjinho Bolovisky ou Eu mesma se preferirem.).