Caros leitores, evitei ao máximo criar este post, mas, sinto que é necessário. Me sentiria uma hipócrita se não o fizesse.
Não sei se já comentei por aqui que estou cursando Direito. Bem, quando escolhi o curso tinha em mente entender como funcionava o sistema jurídico e as normas do meu país e do mundo , entender mais sobre direitos humanos e o que eu poderia fazer pelas pessoas que amo e meus semelhantes, buscar a justiça e os princípios de igualdade. Imaginava que este era o curso que melhor traria as respostas para minhas inúmeras perguntas, o fato, é que o curso realmente é tudo isso e mais um pouco. Mas há uma pedra, eu diria que uma ENORME pedra que está atrapalhando não apenas o meu mas também o caminho dos meus colegas de classe.
Essa pedra tem nome, sobrenome e até livro publicado. Essa pedra é pequena, como aquela que fica alojada em seu sapato. A princípio você não percebe que ela está ali, mas com o passar do tempo ela começa a incomodar, machuca o seu pé, cria calos e, se não retirada, pode causar danos maiores. Danos muito maiores que podem sim alterar o seu caminho.
É uma pedra fútil, extremamente fútil. Digna de pena, hipócrita, soberba, arrogante, lacaia de um salário estável e de um status que lhe garante mesquinhos privilégios. Privilégios esses que a enaltecem e rejeitam a opinião dos alunos, como se os mesmos fossem dispensáveis.
Me sinto tão frágil, tão pequena e tão impotente diante dessa situação. Afinal, o direito não é igual para todos? Não temos o direito de expressar nossas opiniões? E o direito de resposta onde é que entra nessa bagaça? Quer dizer, o direito só é válido para um grupo privilegiado, que, por ter uma posição acadêmica superior se acha no direito de humilhar, ofender e rejeitar as pessoas? Isto é Mackenzie? ISTO?
Às vezes a vontade que tenho é a de seguir o jogo dela, mas, será que vale a pena? Extirpar de minha alma meus princípios apenas por uma nota? Ou eu deveria levantar a mão a falar alto (como já dizia sabiamente o professor Peixoto) que sou contra suas atitudes? Sinceramente, não sei a que conclusão chegar. O que sei é que me controlo dia após dia para não tomar nenhuma atitude insensata. Para não fazer algo que me traga arrependimento depois.
Mas, de uma coisa tenho certeza: se até hoje tal PEDRA continua na Universidade, é porque, de certa forma, os esforços dos alunos anteriores não foram suficientes. E NÓS podemos fazer a diferença (deixemos de lado o clichê).
Se serve de conselho não deixem de lutar pelo que acreditam, e não sejam submissos a esse sistema falho e perverso. Nós podemos ser muito mais que um bando de cabeças vagas e aleatórias ok? Não deixemos que o sabor amargo da impunidade seja predominante em nossas vidas. Somos seres humanos, somos lutadores, somos, sobretudo vencedores. Provemos isso a nós mesmos.
Boa semana.
sábado, 23 de outubro de 2010
O sabor amargo da impunidade!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Tem Preço?
Produtos e mercadorias, cada um com o seu preço estampado em um lugar visível. Após muita reflexão acabei concluindo algo um tanto triste: tudo tem um preço.
E é claro que você que está lendo este post agora vai discordar de mim. Quem foi que disse que a vida humana tem valor? Que podemos pagar por ela? De todas as coisas existentes essa é a única impagável. Não, infelizmente não (e eu quero muito estar enganada).
Se deparar com tal verdade é, a princípio, muito ruim. Porém, logo se percebe que as coisas funcionam assim e que há pouca coisa que se possa fazer para reverter tal situação. A própria sociedade vê tudo de maneira normal, e quando questionada de o porquê de agir assim, simplesmente ignora a pergunta e segue em frente, como se nada acontecesse.
Caros amigos, todos nós fazemos o que queremos e quando queremos? Não. Trabalhamos no emprego que desejamos? Às vezes. Namoramos quem gostamos? Nem sempre. Viajamos para onde queremos e quando queremos? Raramente. Fatos cotidianos aparentemente bobos, mas que fazem toda a diferença para definir ou talvez estabilizar momentaneamente o caráter que temos.
É ridículo notar que você vale o que tem e não o que é. Que toda a sua ideologia de vida, suas ações, sua personalidade, não valem muito se você não possuir bens que quantifiquem isso. O pior de tudo é que nós é que criamos essas leis e a aplicamos diariamente.
Você trabalha para pagar as contas, mesmo que não goste do seu local de trabalho. mesmo que ele lhe traga estresse, irritação mútua e etc. Você precisa sobreviver, independente de qualquer coisa. Aprende a conviver com pessoas que tem ideias muito diferentes das suas, exerce uma função que o desagrada, não tem uma remuneração adequada. E nesse caso, talvez a sua vida valha menos de mil reais. [Não generalizando, ok?]
Fazemos parte de uma sociedade limitada, regida por um cojunto de normas coercitivas que impõem a nós o que podemos ou não fazer, o que é certo e o que é errado. Algumas coisas, como a moral, já adquirimos desde pequenos, por causa do vínculo familiar e social, outras como a ambição, vêm com o tempo (quando entendemos o valor do capital).
Quando aprendemos a importância que o dinheiro tem, o que ele movimenta e o que podemos fazer com ele, muitos de nossos reais planos são deixados de lado e o que resta é uma mera subjetividade do que, por ora, já fora tão objetivo, tão nítido, tão verdadeiro com seus próprios significados e desejos. Isso não faz de nós pessoas extremamente capitalistas e sem conteúdo, a ponto de mudar de ideia de maneira tão constante, mas sim, homens e mulheres que buscam incansavelmente a forma para sobreviver dia a dia.
São regras. Regras necessárias e sem as quais talvez já não possamos mais viver. Talvez por falta de adapação ou vontade mesmo.
E o tempo passa e por vezes nos esquecemos quem realmente somos.
There are times when all the world's asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am
Tem vezes, quando todo o mundo dorme
Que as questões seguem profundas demais
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou
Sem mais delongas, a finalidade deste post não é culpar nem apontar o dedo na cara de ninguém, mas tentar, de forma simples, colocar à mesa os pontos cotidianos e realistas de nossas vidas. E lembrar que, apesar de tudo, podemos mudar as coisas... e não é sentadinho, aceitando tudo que lhe é dito, que conseguirá isso.
É só. Boa semana.
ps: "The Logical Song", Supertramp http://letras.terra.com.br/supertramp/39228
Uma música que expressa mais ou menos o que eu penso.
sábado, 29 de maio de 2010
Jack: o meu Rock Star
Não se escolhe um grande...
Conheci Jack no Colégio, o ano era 1970. Ele era almejado por todas as garotas, e quando digo todas, são todas mesmo. Não sei se era porque tinha um cabelo preto cintilante lindo e olhos azuis memoráveis, ou se porque era totalmente diferente dos outros garotos. Jack era grotesco... Usava jeans rasgadas, uma jaqueta preta surrada, um coturno preto e várias correntes de prata. Era para ser o garoto mais abominável do mundo, porém, todo aquele jeito de homem das cavernas parecia mexer ainda mais com o coração das garotas (ao menos garotas do meu colégio, que passaram a vida inteira indo à igreja e que a única coisa extraordinária que viram na vida foi uma peça encenada por atores da própria igreja).
Apesar de todo esse amor que sentíamos por Jack, nenhuma de nós tinha coragem suficiente de se aproximar dele. Era uma espécie de amor platônico, se bem me entendem: Jack lá no canto dele e nós no nosso canto. A verdade é que também tínhamos um pouco de medo dele. Jack era do tipo que não se podia encarar por mais de 2 segundos sem que ele gritasse em alto e bom som: “Quer transar garota?”. Bem, o restante já é de se imaginar, a garota ficava super constrangida por causa das palavras de Jack e as risadas extravagantes de seus amigos retardados, e acabava por sair do caminho deles o mais depressa possível.
No entanto, eu estava louca por ele. Louca o suficiente para não correr caso dissesse algo indelicado pra mim. Eu iria suportar tudo, provaria a Jack que não era mais uma garota imbecil apaixonada por ele... Eu era somente uma garota maluca apaixonada por ele (o que não mudava muita coisa).
E foi numa manhã de 1º de Setembro que decidi arriscar. Não importava se Jack ia me deixar constrangida, rir de mim, me xingar ou qualquer outra coisa do gênero, iria encará-lo por mais de 3 segundos. Eram somente 3 segundos, não imaginei que seria tão difícil, porém... admito que foi pior do que eu pensava. Minha decisão aquele dia foi a mais importante, foi essa que estruturou toda a minha vida a partir daquele olhar.
Planejei tudo. Eu sabia exatamente o que fazer e quando fazer, estava tudo friamente calculado e eu não iria desistir.
Quando soou a campanha, eu joguei meus cadernos e livros dentro da mochila. Fui ao banheiro e lá comecei a me produzir. Passei lápis preto nos olhos e um batom levemente avermelhado nos lábios (pois eu não queria aparentar ser uma garota vulgar); pus uma blusa preta com um decote em “V” e uma saia xadrez. Coloquei a mochila nas costa e sai andando em sentido ao pátio.
Logo que cheguei ao gramado, avistei o grupo de Jack. Eles estavam rindo feito hienas loucas e jogando cartas. Nenhum deles percebeu que eu me aproximava vagarosamente. Estava tentando bolar alguma coisa sensata pra falar, pois já havia me esquecido totalmente das frases que elaborara anteriormente. Me escondi atrás de uma árvore e respirei fundo. Chegara a hora, e eu deveria fazer o que programara. Dei três passos e foi nesse instante que resolvi mudar meus planos. Eu não iria fazer uma pergunta idiota para que todos rissem de mim. Não, mesmo. Corri em direção a eles, e só então os olhos vermelhos (de tanto usar drogas) miraram em mim. Encareio-os todos, sem exceção. Atirei a minha bolsa no chão e cruzei os braços, eles estavam preparados para rirem da minha cara quando gritei:
- Ok, garotos. Se querem rir, tudo bem. Quer saber de uma coisa? Vocês se acham muito bons, só porque andam com umas correntes de prata e calças rasgadas. Qualquer um pode sair por ai usando drogas, jogando cartas e curtindo Rock’n’Roll!
Jack me olhou intrigado, seu rosto expressava dúvida em rir ou me responder à altura. Pegou um cigarro, acende-o. Tragou duas vezes e disse:
- E o que isso tem a ver?
Todos começaram a rir estrondosamente, a esta altura um grande número de pessoas já nos observava.
- Não sei o que tem a ver. O que sei é que muita gente pensa isso e não tem coragem de dizer. Se ser sincero é incômodo pra vocês...
- Sim, é incômodo pra gente. Agora é melhor dar o fora, ou teremos que ser maus com você. Acredite, você não ia gostar de nos ver bravos.
- Ótimo. Fodam-se todos.
Olhei para eles furiosamente. Meu coração estava esmagado, eu tinha ferrado tudo. Quis me passar por uma garota forte e autêntica e acabei me sentindo uma fracassada.
- O que foi que disse? – perguntou Jack, levantando-se e jogando as cartas no chão.
Seus amigos pararam de rir. De repente os olhos felizes aparentavam um pouco de medo. Jack caminhou em minha direção, e algo dentro de mim suplicava para que eu fugisse, porém, meus pés se fixaram no chão e não me restou alternativas a não ser esperar que Jack Tornelli me destruísse.
- Mandei vocês se foderem! – respondi, tentando me manter firme até o último instante.
- Ok. Foda-se você também. Quem pensa que é pra chegar aqui atrapalhar o nosso jogo, nos xingar e querer bancar a Super Garota?
- Posso lhe assegurar que sou muito melhor que você, Jack Tornelli. Sinceramente, você pode parecer um monstro muito malvado, mas isso não me assusta nem um pouco.
- Ah não, é? Não te assusta?
- NÃO! – Gritei. Levantei a mão, com uma coragem que eu jamais tive na vida, e direcionei-a na face de Jack. Ele segurou o meu pulso e encarou-me furiosamente.
- Achou mesmo que eu ia deixar uma garotinha mimada e tonta me estapear?
- Me solta!
- Peça desculpas.
- NÃO!
- Porra, peça desculpas agora.
- Que parte de “NÃO” você não entendeu?
O grupo de pessoas que se aglomerava ao nosso redor estava cada vez maior. Em segundos, a diretoria, a polícia, os guardas civis e mais um bando de curiosos estaria ali. Eu não queria que Jack ficasse encrencado, porém, os meus esforços para que ele me soltasse eram inúteis.
- Jack! – ouvi um de seus amigos gritar, mas Jack parecia não perceber nada. Seus olhos estavam fixos em mim – Jack, solta a garota. Ela está bêbada cara, vamos dar o fora.
- Cale a boca, Johnny! – Jack berrou. Eu estremeci.
Mais pessoas começaram a gritar, exigindo que Jack me soltasse. Meu coração batia muito rapidamente, eu estava com muito medo. Medo de que todos se revoltassem e resolvessem estourar o Jack de porrada. Precisava tomar uma atitude para tirá-lo daquela confusão. Eu já sabia o que fazer, e admito, gostava da ideia.
- Jack, o que você tem cara? Ela só estava brincado. Vamos embora de uma vez, droga!
- Não enquanto ela não me pedir desculpas!
- Está bem. Quer que eu lhe peça desculpas, Jack? Ótimo, se é isso que quer, eu peço. Porém, será do meu jeito.
Jack olhou para mim interrogativamente e antes que pudesse reagir, me desvencilhei dele. Jack me puxou fortemente e eu posicionei minha mão nos lábios dele. Agarrei-o e encostei meus lábios nos seus. A princípio, pensei que ele iria me empurrar, porém, para minha grande surpresa, Jack reagiu muito bem. Nos beijávamos com entusiasmo, Jack me apertava contra si tão fortemente que quase quebrou meus ossos. Eu ouvia gritinhos, berros ocos e aplausos exagerados, mas não prestava muita atenção em nada. Jack parou de me beijar e me encarou. Me puxou, e juntos, fomos para um lugar mais tranqüilo, onde ficaríamos mais a vontade pra “conversar”____________________________________________________________________
Ahhhh como eu amo esse trecho, admito que foi um dos mais fáceis de escrever. Jack é bem o tipo de homem que muitas meninas querem. E é claro que eu não poderia deixar de dedicar a todos os meus amigos do Rock'n'Roll. Eu prometo colocar a continuação um dia. Bjones.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
C'est L'amour

O Amor. Ô coisa maluca, que entorpece, enlouquece, enfraquece... Amor pode ser bicho de sete cabeças ou um ursinho colorido, isso varia de pessoa pra pessoa, da interpretação de cada uma. Há o lado bom de amar, e como há.
Eu costumo dizer que amor não requer idade, sexo, estilo, lugar nem hora pra acontecer. Ele vem de repente, como um empurrão do seu amigo palhação, ou, devagarzinho, como a sua tartaruguinha. O fato, é que pra cada pessoa acontece de uma maneira, em uma situação específica. Não importa o tipo de amor que você sinta, ele sempre será bom, se bem interpretado. Se bem vivido.
Vale ressaltar que amor e paixão são bem diferentes. Aquilo que te faz sofrer feito um louco, que abala todas as suas estruturas e te deixa super vulnerável não pode ser chamado de amor. Convenhamos: quem foi que inventou essa história que amar faz sofrer?
O que faz sofrer é o próprio medo, a própria sofridão existente dentro de nós. O lance é que às vezes temos a sensação que o amor desperta isso, não? Em partes, sim.
O que é um amor não correspondido, peoples? Você quer desaparacer do mapa, passa a comer muito (ou simplesmente não comer), chorar em situações rotineiras (como ouvir uma música e assistir um filme), cria uma bolha particular e se esconde lá dentro, fica disperso, desanimado, se sentindo solitário e incompreendido. É, esses são alguns dos piores sintomas que acreditamos vir do amor, mas não é bem assim que as coisas funcionam.
Há o sofrer natural e aquele que nós induzimos. É possível sofrer por querer? Mas é claro que sim. Se sentir o coitado, ou se perguntar onde errou, quando na verdade não é nem uma coisa nem outra. Algumas coisas acontecem porque realmente tem que acontecer. Pessoas passam por nossas vidas para compartilhar, beneficar e serem beneficiadas. Isso não significa que vá durar pra sempre ou que a tal pessoa tenha a obrigação de estar perto sempre que você quiser. A liberdade não é uma palavra aleatória e sem sentido.
Nós é que somos, por vezes, egoístas demais, mimados demais, bitolados demais; não nos permitimos viver algo incrível, porque temos medo do resultado final. Esquecemos que não existe fim sem começo e meio, e que o presente é que realmente importa. Viver o agora da melhor forma possível.
Conhecer o ser humano, tal como ele, com todos os seus defeitos e qualidades é importante. Não existe uma pessoa perfeita, isso é ilusão de quem tem paixão, quem ama vê a essência e não o superficial. O que seria a essência? Não, não é um componente do seu perfume, mas da sua alma, da sua veracidade como pessoa.
E, toda essa enrolação é pra dizer uma coisa: amor é subjetivo. Não queira que os outros o entendam como você se entende. Nem que amem como você ama. Cada um tem o seu jeitinho e as suas limitações, saiba compreender, ok?
E sejamos sinceros, se amor fosse ruim, ninguém ia gostar de amar!
Bom fim de semana e muiiito amor, porque afinal, a bagaça é boa, vai!
PS: Texto da 1ª semana de Maio e eu vou dedicar pra Nara Cristina, minha primovisky. Parabéns xuxu, que vc não deixe de amar as pessoas e principalmente, saiba compreender o universo em que vive.
Foto: Imagem de Ron, Hermione e o filhusco do casal [Saga Harry Potter]. Não há personagens que representem melhor esse artigo que eles dois [fato].
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Crítica: Os Cavalos
Li, há alguns dias, um texto extremamente perfeito com título de "Cavalos". Foi escrito por um autor iniciante, mas já dotado de um talento invejável: Gabriel Rossetti (vulgo meu amigo bixinho do mato).
A história é poética, cheia de características moderninhas e românticas, que se mistam de maneira tão sútil que por vezes é quase imperceptível a maneira como essa mistura acontece. O autor sabe trabalhar o romance assim como ele o é: amor extremo, finalidades aleatórias e surpresas. Entretanto, ao contrário da maioria dos escritores, ele tem uma qualidade impressionante: a de trabalhar as personagens de maneira tão divinamente humana que se confundi o que é real com o que é ficção.
Quando li a história a primeira vez, fiquei em dúvida se o que eu entendera era o que o autor gostaria de transmitir. E esta é só mais uma de suas inúmeras características: deixar uma incógnita. Bill não costuma dar fim a suas histórias por preferir que o leitor o faça por si mesmo. Não é limitado. (e eu tenho essa mesma mania linda)
A narrativa é em primeira pessoa (como se fosse cartas para outra pessoa), e é impossível não se identificar com a personagem principal. O modo doce e apaixonante como conta os acontecidos que a fizeram amar uma outra mulher, é espetacular. O leitor se envolve do ínico ao fim, sem conseguir deixar de ler uma única linha.
O mais interessante na história, é a maneira como o autor retrata as diferenças, tanto social, como política, cultural e econômica. As personagens que configuram o texto vivem realidades diferentes, mas isso não as impede de "viver" um amor ardente e verdadeiro.
- No verão, é só alegria! A primavera até que tem seu encanto. O inverno conserva sua tristeza, mas é aquele tipo de tristeza que nós curtimos em baixo de um cobertor, é nostálgico. É bom sentir nostalgia, às vezes. Mas o outono... É simplesmente triste. Não tem nada de bonito nessa tristeza. É dolorido.
Pois é, história gostosa, deliciosa, "pegaeugeral". Tive o prazer de ler em primeira mão. Parabéns pelo excelente trabalho textual Bill, obrigada por deliciar leitores com essa maravilha de texto.
PS: Quem tiver interesse em ler, não se faça de bobo, peça e logo atenderemos a sua solicitação (sim eu sou a empresária dele e vice-versa).
Boa semana meus amores, cuidem-se. Comentários são sempre bem vindos!
Foto da semana: Aninha e Bill, após uma sessão de conversas aleatórias que deram ideias para novo textos.
O que fazer??
Não sei exatamente do que mais gostei em especial, mas, só o fato de ter quem a gente gosta por perto já é uma dádiva e tanto. As minhas primas são meio tontas às vezes, mas eu também sou, e isso facilita a convivência, os papinhos CAFONÉRRIMOS e claro, as maldades em conjunto. Aprontamos uma que me fez até sentir dor na consciências (o que durou pouco tempo). Comer um pacotinho de biscoito, usar a embalagem e colocar uma "delicious" foi demais pra mim, e a concorrência pra chegar primeiro. Oh God. Guerrinhas intermináveis que me fez lembrar aquela infância maluca.
Então, eu me pergunto: o que fazer?
Pois é, o que você faz quando percebe que não está totalmente certinho e que pode se enganar? Ou quando você precisa conviver com pessoas tão diferentes (em quase todos os sentidos) de você? É óbvio que se eu tivesse a resposta esse post não existiria (porque eu sou egoísta e não divido o meu conhecimento com ninguém HOHOHO). Mas, deixo a perguntinha para que você fiquei ai pensando.
E tem mais: chuvinhas intensas detonam a cidade. Políticos safadinhos continuam roubando, enquanto pessoas inocentes (nem sempre) vão pra cadeia. Injustiças prodominando. Planos não tão bons. O que fazer??????
Tenho medo... mas isso é normal.
Post bobo, mas, é pra isso que eu tenho o blog. bjo peoples.
PS: Fotinho da vez, Aninha indo a um jogo de Futebol e tirando fotos aleatórias. Pense nisso UAHUAHAUHAUAHUA
Deixa ser...
Nós sempre achamos que vamos viver uma vida inteira, e que vamos viver tudo de maneira excepcionalmente bem e feliz. E essa é uma das afirmações mais conclusivas e certas que podemos ter na vida. Ser feliz e viver a vida inteira assim não é um sonho, ou um estado suposto de "paraíso momentâneo", ao contrário, é algo que depende principalmente de nós. Do que compomos, do que criamos, almejamos e fazemos para se ter a vida que sonhamos.Somos o que queremos ser e o que nos permitimos ser. Entretanto, para se atingir o maior estado de bem estar, precisamos de pessoas. Amigos, familiares, amores, companheiros, irmãos. São esses que nos dão força pra seguir em frente e não desistir jamais; nos dão conselhos plausíveis e sessões de risos que vão muito além da forma literária do simples "sorrir".
Ser, aprender a viver, crescer, amar e sonhar. Fatos e ideias que PRECISAM conitnuar existindo, ou o sentido de busca se perderá.
Tardes de cantorias ou games, viagens com a família pro interior, horas dentro de um carro, acordar cedo, comer, falar besteira, jogar truco e tranca, contar histórias aleatórias e piadas infames... fatos cotidianos aparentemente bobos, mas que fazem toda diferença para transformar de maneira positiva a nossa vida e a das pessoas que amamos.
Ontem, eu era uma menina maluca que adorava quebrar bonecas e fazer palhaças, e, é com muita satisfação que percebo que não mudei nem um pouco. A evolução não é somente a aprimoração ou crescimento da espécie, mas, o que a espécie adquire, transforma e acrescenta com o tempo.
Portanto, não há receita para se viver bem. A felicidade está dentro de cada um de nós, assim como todos os outros sentimentos e desejos. Cabe a nós estabelecer se queremos ficar numa boa, ou procurando mais problemas do que já temos.
É preciso aprender a apreender, conviver, fazer, estabelecer, crescer e blá blá blá. Não, esse testículo não tem a intenção de criar uma nova etapa de auto-ajuda, afinal, nós bem sabemos o que precisamos, não são ideias de outras pessoas que vão facilitar as coisas. Eu só queria mesmo dividir essa bagacinha com vocês, xuxuzinhos do meu Brasil varonil.
Obrigada pessoas, de verdade. Eu não seria a metade do que sou sem esses xuxuzinhos que tenho em minha vida.
Boa semana à todos! Que a força de Jedi esteja com vocês!
Nem tanto...

Dramalões são sempre compostos de lágrimas, gritaria, resmungos, mimices, coitadices e outras lorotinhas. Mas, a verdade é que, independente de toda essa parte nada positiva, ninguém vive sem uma boa dose de choramingos, certo?
Já imaginou se fossemos extremamente sérios e anti-dramalhão? Genteeeem, a graça iria se reduzir muito. Quem nunca riu de uma cena como:
"Oh, a minha vida é tão TRISTE. Quebrei a minha unha e meu cabelo está horrível. Eu sou a pessoa mais ridícula do mundo".
Ou quando um amigo seu fez uma tempestade num copo d'água por algo completamente idiota?
Pera ae, OI???? Há problemas piores que a sua unha rosa-choque ou o seu cabelo louro-cintilante. Acontece que tudo aquilo que criticamos nos outros, também faz parte da gente, seja por um minuto ou boa parte de nossas vidas. Somos o excesso. Seja nas emoções, nas atitudes, nas vontades (vaidade/egocentrismo)... vivemos em constantes explosões!
Não posso dizer que sou uma pessoa fria e controlada, tampouco, que sou legal e sensacional. Poxa, estamos falando de uma garota de 18 anos que nem sabe direito o que quer da vida, e pior, que tem que aturar muiiita gente chatenha (inclusive ela mesma). Eu seria uma deusa se conseguisse deixar de rir em momentos inadequados, se conseguisse fingir não ver coisas que me desagradam, se sorrise pra todo mundo mesmo que não quisesse, se não gritasse quando sentisse raiva, ou chorasse por um motivo qualquer.
Mas, agora falando de igual pra igual: "se" isso e "se" aquilo não nos leva a lugar nenhum. "Se" é um quase lá, algo indeterminado, interminável . E se tem uma coisa que não gosto são de pontos soltos sem finalidade.
É inegável pra todo mundo que estamos sempre em busca de algo. Seja do tênis pra dar um passeio e/ou a apostila do cursinho, ou mesmo um sonho de infância, uma graninha a mais no fim do mês blás. Estamos mesmo correndo atrás, não nos contentando com o que já temos. Isso faz parte de 3 conceitos muito importantes: o de ambição, percepção e força de vontade.
Já me testumunhei fazendo um escandalo por supeitar que alguém comera meu chocolate, quando na verdade, eu o deixara em cima de um livro e me esquecera completamente. Sem contar quando chorei pura e simplesmente por causa de um jogo do meu time do cuore (dale timão). TPM? Estresse? Frescurite? Não sei, cada um dá um rótulo. O que sei é que no momento em que sentimos esse turbilhão de emoções se aflorando, não estamos nem ligando para o que vão pensar ou o porquê de agirmos de tal forma. Admito ser um pouco egoísta, mas, quem não é?
Gosto de tudo certinho, perfeitinho. Reclamo se regras são desfeitas, quando, eu mesma sou péssima em cumprí-las. Odeio quem chora à toa, e sou uma das pessoas mais choronas do mundo. Pois é amigos, buscamos a perfeição, mas não somos nem de longe perfeitos.
O legal é reconhecer isso, acredito que já seja um passo dado. Mas dar passos aleatoriamente não o enriquece como pessoa, ok? Lembre-se disso. Conhecer lugares novos é ótimo, mas ter meta e direção é imprescindível para se chegar onde deseja (ou não, ainda não descobri uahaua).
O fato é que precisamos do bom e fodástico dramalhão. Se você ainda não aderiu a essa coisinha linda na sua vida, está perdendo tempo. Venha amigo, venha para o lado do bem, onde a força emana e as lágrimas também. Não seja careta, seja cafona (é muito mais legal).
PS: Fotinho da vez: Aninha com 13 anos... ouuuuuun
sexta-feira, 26 de março de 2010
Personalidades e Afins!
É por isso amigos, que desisto de tentar entender personalidades. Só posso ter certeza de algo, ela não é mutável. Se você se considera vulnerável, cuidado: não use a suposta "mudança" de personalidade para justificar seus atos.
Valor moral, crítico, político e social. Cada um tem o seu!
É o que precisamos afinal. Acordar pela manhã, olhar no espelho e encarar o que somos, por mais tenebroso que isso possa parecer. Gostar de si mesmo é imprescindível para poder se viver razoavelmente bem. Não é preciso se sentir feliz todos os dias, o tempo todo. Tampouco sorrir falsamente para as pessoas para não ser deselegante. Hei, é de personalidade que estamos falando.
Te chamam de louco, odeiam o seu cabelo, as suas roupas, o sua voz, o seu "sty", seus ideais? Ótimo, é sinal de que mais uma vez você estampou para quem quisesse ver "EU TENHO PERSONALIDADE, OBRIGADA".
Gosta de coisas estranhas? Continue assim, essa é uma etapa importante, caro amigo.
Faça, refaça, grite, pule, disponha...

Relembre a sua infância, é de que vem os seus princípios, as suas características mais relevantes!
mas, lembre-se: Reprimir quem você é, não te faz uma pessoa mais feliz, certo?
Beijonhos e boa semana!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Verborragia
Que existem apenas de onde vieste:
Falam-me sobre a dor e a loucura
Sobre o sangue vermelho
E sobre a terra escura
- e de sua incrível capacidade de voar! -
dos peixes
- e de sua incrível coragem para desbravar!
Um oceano tão grande
Tão infinito, tão triste, tão azul, tão morto.
Não me interessava nada disso.
Não quis me importar com o orgulho, com a honra
Com a capacidade do ser humano de amar
(PALAVRAS SÃO A ÚNICA COISA A TEMER!)
Chegavam em mim e se perdiam
Chegavam em mim como vieram ao mundo
Estáticas
E infelizmente, ninguém sequer comentou
Sobre a face humana.
Só não comentaram sobre a face humana.
sobre o medo de um certo alguém, de um certo fim,
Sobre as diferenças de um ce
rto sagrado e um
certo Profano.
Enquanto eu só nutria o desejo pela face.
Gritei, chorei, e tudo que pedia era a visão dela novamente!
Talvez com olhos azuis.
Mas ninguém se importou com a visão.
Ninguém se importou com toda poesia contida na face.
Sobre todo o lirismo e toda lúdica!
Como puderam se esquecer do líbido enfurecedor
em um verso livre?
E como poderiam eles dizer que certas palavras não existiam se eu de fato sentia e conseguia pronunciá-las?
ser lúdico, ter líbido e nutrir a paixão de um esquizofrênico absorte em seus pensamentos
abstratos
Mas isso é profano.
Por inúmeros motivos, este escrito me deixa completamente boba.
Gabriel me enviou há alguns dias e eu prometi postar aqui. Acredito que tudo que é bom
deve ser dividido com o maior número de pessoas possíveis. Ai está um escrito que deve
ser visto como princípio de diversas reflexões. É interessante a ideia principal e o
desenrolar dela, mas é ainda mais interessante a forma como ela surge e domina nossas mentes.
