Carros, roupas, jóias, biscoitos, cervejas, sapatos, maquiagem, doces.
Produtos e mercadorias, cada um com o seu preço estampado em um lugar visível. Após muita reflexão acabei concluindo algo um tanto triste: tudo tem um preço.
E é claro que você que está lendo este post agora vai discordar de mim. Quem foi que disse que a vida humana tem valor? Que podemos pagar por ela? De todas as coisas existentes essa é a única impagável. Não, infelizmente não (e eu quero muito estar enganada).
Se deparar com tal verdade é, a princípio, muito ruim. Porém, logo se percebe que as coisas funcionam assim e que há pouca coisa que se possa fazer para reverter tal situação. A própria sociedade vê tudo de maneira normal, e quando questionada de o porquê de agir assim, simplesmente ignora a pergunta e segue em frente, como se nada acontecesse.
Caros amigos, todos nós fazemos o que queremos e quando queremos? Não. Trabalhamos no emprego que desejamos? Às vezes. Namoramos quem gostamos? Nem sempre. Viajamos para onde queremos e quando queremos? Raramente. Fatos cotidianos aparentemente bobos, mas que fazem toda a diferença para definir ou talvez estabilizar momentaneamente o caráter que temos.
É ridículo notar que você vale o que tem e não o que é. Que toda a sua ideologia de vida, suas ações, sua personalidade, não valem muito se você não possuir bens que quantifiquem isso. O pior de tudo é que nós é que criamos essas leis e a aplicamos diariamente.
Você trabalha para pagar as contas, mesmo que não goste do seu local de trabalho. mesmo que ele lhe traga estresse, irritação mútua e etc. Você precisa sobreviver, independente de qualquer coisa. Aprende a conviver com pessoas que tem ideias muito diferentes das suas, exerce uma função que o desagrada, não tem uma remuneração adequada. E nesse caso, talvez a sua vida valha menos de mil reais. [Não generalizando, ok?]
Fazemos parte de uma sociedade limitada, regida por um cojunto de normas coercitivas que impõem a nós o que podemos ou não fazer, o que é certo e o que é errado. Algumas coisas, como a moral, já adquirimos desde pequenos, por causa do vínculo familiar e social, outras como a ambição, vêm com o tempo (quando entendemos o valor do capital).
Quando aprendemos a importância que o dinheiro tem, o que ele movimenta e o que podemos fazer com ele, muitos de nossos reais planos são deixados de lado e o que resta é uma mera subjetividade do que, por ora, já fora tão objetivo, tão nítido, tão verdadeiro com seus próprios significados e desejos. Isso não faz de nós pessoas extremamente capitalistas e sem conteúdo, a ponto de mudar de ideia de maneira tão constante, mas sim, homens e mulheres que buscam incansavelmente a forma para sobreviver dia a dia.
São regras. Regras necessárias e sem as quais talvez já não possamos mais viver. Talvez por falta de adapação ou vontade mesmo.
E o tempo passa e por vezes nos esquecemos quem realmente somos.
There are times when all the world's asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am
Tem vezes, quando todo o mundo dorme
Que as questões seguem profundas demais
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou
Sem mais delongas, a finalidade deste post não é culpar nem apontar o dedo na cara de ninguém, mas tentar, de forma simples, colocar à mesa os pontos cotidianos e realistas de nossas vidas. E lembrar que, apesar de tudo, podemos mudar as coisas... e não é sentadinho, aceitando tudo que lhe é dito, que conseguirá isso.
É só. Boa semana.
ps: "The Logical Song", Supertramp http://letras.terra.com.br/supertramp/39228
Uma música que expressa mais ou menos o que eu penso.
Produtos e mercadorias, cada um com o seu preço estampado em um lugar visível. Após muita reflexão acabei concluindo algo um tanto triste: tudo tem um preço.
E é claro que você que está lendo este post agora vai discordar de mim. Quem foi que disse que a vida humana tem valor? Que podemos pagar por ela? De todas as coisas existentes essa é a única impagável. Não, infelizmente não (e eu quero muito estar enganada).
Se deparar com tal verdade é, a princípio, muito ruim. Porém, logo se percebe que as coisas funcionam assim e que há pouca coisa que se possa fazer para reverter tal situação. A própria sociedade vê tudo de maneira normal, e quando questionada de o porquê de agir assim, simplesmente ignora a pergunta e segue em frente, como se nada acontecesse.
Caros amigos, todos nós fazemos o que queremos e quando queremos? Não. Trabalhamos no emprego que desejamos? Às vezes. Namoramos quem gostamos? Nem sempre. Viajamos para onde queremos e quando queremos? Raramente. Fatos cotidianos aparentemente bobos, mas que fazem toda a diferença para definir ou talvez estabilizar momentaneamente o caráter que temos.
É ridículo notar que você vale o que tem e não o que é. Que toda a sua ideologia de vida, suas ações, sua personalidade, não valem muito se você não possuir bens que quantifiquem isso. O pior de tudo é que nós é que criamos essas leis e a aplicamos diariamente.
Você trabalha para pagar as contas, mesmo que não goste do seu local de trabalho. mesmo que ele lhe traga estresse, irritação mútua e etc. Você precisa sobreviver, independente de qualquer coisa. Aprende a conviver com pessoas que tem ideias muito diferentes das suas, exerce uma função que o desagrada, não tem uma remuneração adequada. E nesse caso, talvez a sua vida valha menos de mil reais. [Não generalizando, ok?]
Fazemos parte de uma sociedade limitada, regida por um cojunto de normas coercitivas que impõem a nós o que podemos ou não fazer, o que é certo e o que é errado. Algumas coisas, como a moral, já adquirimos desde pequenos, por causa do vínculo familiar e social, outras como a ambição, vêm com o tempo (quando entendemos o valor do capital).
Quando aprendemos a importância que o dinheiro tem, o que ele movimenta e o que podemos fazer com ele, muitos de nossos reais planos são deixados de lado e o que resta é uma mera subjetividade do que, por ora, já fora tão objetivo, tão nítido, tão verdadeiro com seus próprios significados e desejos. Isso não faz de nós pessoas extremamente capitalistas e sem conteúdo, a ponto de mudar de ideia de maneira tão constante, mas sim, homens e mulheres que buscam incansavelmente a forma para sobreviver dia a dia.
São regras. Regras necessárias e sem as quais talvez já não possamos mais viver. Talvez por falta de adapação ou vontade mesmo.
E o tempo passa e por vezes nos esquecemos quem realmente somos.
There are times when all the world's asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who I am
Tem vezes, quando todo o mundo dorme
Que as questões seguem profundas demais
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou
Sem mais delongas, a finalidade deste post não é culpar nem apontar o dedo na cara de ninguém, mas tentar, de forma simples, colocar à mesa os pontos cotidianos e realistas de nossas vidas. E lembrar que, apesar de tudo, podemos mudar as coisas... e não é sentadinho, aceitando tudo que lhe é dito, que conseguirá isso.
É só. Boa semana.
ps: "The Logical Song", Supertramp http://letras.terra.com.br/supertramp/39228
Uma música que expressa mais ou menos o que eu penso.