Apenas hoje me dei conta de que não escrevo no blog há quase 6 meses. SIM, 6 meses. É muito, tendo em vista que eu escrevia pelo menos um artiguinho mixuruca por mês. Não posso alegar falta de tempo... afinal, as festas comemorativas de fim de ano, o recesso e mais o feriado de carnaval foram bastante vantajosos. Também não posso alegar falta de criatividade, escrevi vários testículos mas não publiquei nenhum.
Portanto, me dói admitir isso, mas... faltou ânimo pra publicar algo. Pois é, é como se eu tivesse o texto certo, mas na hora errada. Falar das minhas teorias malucas no fim de ano não seria possível (porque eu simplesmente surtei), e postar algo sobre amores impossíveis, ideologias e afins não me convenceu.
O fato é que este é meu 1º post do ano. 2012 começou, agora é oficial. Tô com 20 anos nas costas, estudando feito uma louca (porque minhas pretensões em relação as do ano passado mudaram e muito), trabalhando um tanto e, é claro, tentando manter tudo em equilíbrio.
Estranho essa coisa de crescer. Por algum motivo que sequer consigo explicar, eu acreditava piamente que era uma adolescente até os 19 anos. Logo, mal chegou o dia 12 de janeiro e eu já sentia o peso de inúmeras responsabilidades que sempre estiveram ali, mas eu possivelmente não lhes dava a devida atenção. Estranho quando esse mar de novas possibilidades invade a vida da gente sem nos deixar opções. É pegar ou pegar, não dá pra fugir disso.
O crescimento do ser humano se dá exatamente nas experiências que ele tem no decorrer da vida. Por óbvio, minhas experiências são deveras limitas, escassas, tanto que não tenho exemplos interessantes pra citar aqui. O que sei é que em determinados momentos precisamos vestir a armadura, ajeitar os instrumentos e nos preparar. porque viver é bem mais que sonhar, e a realidade nos obriga a deixar de lado nossos poemas encantados e lírios rosados, para, de forma abrupta e desconexa travar não somente contra o mundo, mas contra nós mesmos, uma batalha onde não há derrotados nem vencedores, mas apenas humanos... com todos os seus sentimentos tão intrínsecos.
Vida de gente grande não é moleza. Gente grande finalmente entende que por mais que haja ambições revolucionárias estas devem ser colocadas com certa cautela. O desafio de nos submeter a algo que discordamos é muito difícil, mas, convenhamos, às vezes a discordância é essencial.
A vida é curta demais, intensa demais... temos que nos esforçar para que ela seja maravilhosa, que a nossa estadia por aqui valha muito a pena, que as nossas lembranças sejam as melhores possíveis, e que os momentos não sejam jamais descartáveis.
Quero agradecer em especial aos meus amigos brasilienses pelas conversas incríveis que foram imprescindíveis para que eu finalmente publicasse no blog. Podem ter certeza, as lembranças sempre serão ótimas, e os novos momentos (que com certeza viveremos) serão ainda melhores que os anteriores.
Boa semana povo!