Fim de ano. Festas, reunião da família, sorrisos, roupas novas, comidinhas diferentes...
Todos estão aparentemente felizes. Esta é a época em que tudo é esquecido, os problemas são deixados de lado e somente a alegria toma conta dos nobres e mui sinceros corações dos seres humanos.
E eis a propagação do inviável... a propagação da mentira.
É difícil entender o que se passa dentro da cabeça das pessoas, e quando digo pessoas, me incluo nesse grupo. A verdade é que passamos o ano inteiro criticando umas as outras, opinando, sugerindo, retocando... enfim, estamos sempre querendo mudar os outros, pois achamos que o problema vem deles, e não da gente. Então, criamos um círculo vicioso de críticas e dívidas. Ninguém nunca é bom o bastante, a felicidade é sempre futura e a amargura tende a estar presente na mente e no coração.
Criamos intrigas, causamos dor... pedimos desculpas e logo em seguida fazemos tudo de novo, como se o significado de "desculpa" fosse simplório demais para ser respeitado.
E lá, lá está a minha felicidade
felicidade e clamor
pois com o toque severo de minhas mãos
(já mortas)
não posso sentir o calor
que deixei de emanar
por falta de amor.
E lá, lá onde acreditei estar o futuro
está a amargura
que nutri feito ceiva fervente
numa oração eloquente
de tristeza e de dor.
E lá, lá onde estavam os meus sonhos
vi somente escuridão
vi diabos e rancores
fundir meu coração!
TARAM! Chegou o fim de ano. É natal, é ano-novo. Nos unimos, nos amamos, idolatramos uns aos outros. E se disseres que fazemos tudo isso com verdade, é MENTIRA. É uma obrigação, como muitas outras que temos durante o ano. Devemos esquecer os erros. Devemos ser felizes. Devemos ignorar àqueles que detestamos. Devemos acreditar no que é imposto.
E todas as questões que fazemos o ano inteiro, morrem. Nessa época, em que deveríamos nos sentar e questionar o que fizemos, o que queremos e se realmente algo vale a pena, somos incubidos a calar a boca e esquecer.
Esqueça
Esqueça, oras
Não questione e esqueça!
O que deveria ser uma reflexão plausível e satisfatória, se torna uma bola de ironias e nojeiras. Deveríamos aproveitar essas datas para mostrar quem somos, o que nos faz bem. E não se valer de atitudes contraditórias... essas, definitivamente, não trazem bem algum.
Me despeço agora, desejando a vocês não todas essas babozeiras que todos fazem questão de desejar. Mas, consciência. Consciência nos seus atos diários e na sua personalidade. E consiciência para diferenciar a verdade da mentira.
Dedico a:
Minha Família!
Letícia Marin de Andrade, por ser a melhor amiga que alguém pode ter.
Gabriel Felippini Rossetti, por ser o melhor amigo que alguém pode ter.