quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Penso, logo...

A análise radical sobre qualquer fato, ato ou ideia é, certamente, superficial. A radicalidade não permite a avaliação minuciosa sobre determinado assunto e, assim sendo, gera uma pseudo-compreensão que se supõe ser a ideal. Isso é presente ainda nos dias atuais, por mais que muitos se gabem por pertencerem ao século XXI, tão tecnológico e "avançado". Talvez o significado da palavra "avanço" seja múltiplo, não? Porque o que eu vejo em pleno século XXI são pessoas com praticamente a mesma mentalidade das pessoas dos séculos anteriores. Pretensiosos? Certamente.

Entretanto, nos dias atuais há a tão sonhada liberdade (não em todo o mundo, mas em boa parte dele). Será mesmo? A verdade é que nem sempre você faz o que realmente quer. Essa política social que finge aceitar tudo e cria regras falsas que protegem as pessoas diferentes (numa visão bem simplista, uma vez que todos somos iguais perante a lei) é pura hipocrisia (ao menos referente ao HOJE). Falam de preconceito, quando são os primeiros a expressá-lo por meio de "liberdade de expressão". Sim, a tal "liberdade de expressão" parece só existir para uns e outros, não para TODOS como a frase sugere.

Falam de direito de amar e constituir família com quem bem entendermos (independente do sexo, vale ressaltar) desde que ambas as partes estejam de acordo com a "união" estabelecida, quando são os primeiros a lhe dizer quem se deve amar (como se pudéssemos escolher) - o que é extremamente contraditório.

É preciso perceber que a evolução da mentalidade das pessoas não se dá pelo tempo que elas vivem, o que vivem e como vivem, mas, em como elas conseguem absorver o que é bom e ruim para uma nação e para cada membro nela inserida. Não basta uma análise generalizada do todo, pois, cada membro tem a sua individualidade e esta deve ser respeitada. Visar o bem comum não significa ignorar, reprimir e rechaçar pensamentos e sentimentos alheios.

Respeito mútuo, reciprocidade e visão ampla são imprescindíveis para uma boa convivência com o coletivo. A 2ª Guerra Mundial deixou claro o que o preconceito pode causar para todo o mundo. Não se trata apenas da morte e violência, mas de um pisoteio bárbaro em todos os princípios de direitos humanos, a desmoralização daquilo que mais prezamos que é a dignidade humana.

Quando falamos de preconceito, seja racial, sexual, cultural ou religioso, nossa percepção como seres humanos nos induz a pensar naquilo que a sociedade defende como o certo. Porém, o que deveras é certo para a sociedade, pode, de certa forma, exercer papel preconceituoso perante aquele que por opção ou não, é "taxado" como diferente. Surge aí aquele "respeito" bastante duvidoso quanto a forma de agir do outro. É chato notar que há uma parcela de pessoas que apenas respeitam as demais porque isso é dito como um DEVER, uma obrigação. O respeito, assim, não é inerente e sim "forçado".

De uma forma ou de outra, ele precisa existir, afinal, é o que equilibra a sociedade, correto?

O fato é que cansa esse falso moralismo e essa falsa igualdade. Não basta evoluir tecnologicamente, o social e o mentalmente também são importantes.

Acredito piamente que haverá o dia em que o amor entre as pessoas será realmente sincero. Que a liberdade será realmente viva para cada um de nós e que o respeito existirá não apenas como norma posta ou regra social, mas, como parte integrante da formação do ser humano.

ps: Boa semana para aqueles que passaram pelo furacão chamado carnaval. Bjão.

ps1: quero frisar que em momento algum este post visa generalizar qualquer coisa. Há sim uma série de problemas com preconceito, mas, isso não significa que todo mundo seja preconceituoso. O intuito aqui é ressaltar que é preciso que as políticas públicas melhorem para assim atender a todos de maneira justa e igual. Não basta existirem, essas políticas devem principalmente agir!