Que existem apenas de onde vieste:
Falam-me sobre a dor e a loucura
Sobre o sangue vermelho
E sobre a terra escura
Eles me contam sobre as lágrimas
Que vocês tanto derramam
Do escuro o qual vocês temem
Do suor, do sangue, do sêmem
E de quem os desesperados chamam
E como se ocultam da verdade que vocês tanto temem
Me ensinam sobre o organismo
e sobre os monstros que o ameaça
Me ensinam sobre os detalhes
Já disseram-me muito sobre os olhares
E que são a única coisa que existe
E que no fundo são também apenas os detalhes
O conhecimento me veio dos pássaros
- e de sua incrível capacidade de voar! -
dos peixes
- e de sua incrível coragem para desbravar!
Um oceano tão grande
Tão infinito, tão triste, tão azul, tão morto.
- e de sua incrível capacidade de voar! -
dos peixes
- e de sua incrível coragem para desbravar!
Um oceano tão grande
Tão infinito, tão triste, tão azul, tão morto.
Não me interessava nada disso.
Não quis me importar com o orgulho, com a honra
Com a capacidade do ser humano de amar
Todas as palavras que diziam
(PALAVRAS SÃO A ÚNICA COISA A TEMER!)
Chegavam em mim e se perdiam
Chegavam em mim como vieram ao mundo
Estáticas
(PALAVRAS SÃO A ÚNICA COISA A TEMER!)
Chegavam em mim e se perdiam
Chegavam em mim como vieram ao mundo
Estáticas
Pois toda palavra um dia já foi silêncio.
E infelizmente, ninguém sequer comentou
Sobre a face humana.
Só não comentaram sobre a face humana.
E infelizmente, ninguém sequer comentou
Sobre a face humana.
Só não comentaram sobre a face humana.
Estavam absortos em sua verborragia,
sobre o medo de um certo alguém, de um certo fim,
Sobre as diferenças de um ce
rto sagrado e um
certo Profano.
sobre o medo de um certo alguém, de um certo fim,
Sobre as diferenças de um ce
rto sagrado e um
certo Profano.
Enquanto eu só nutria o desejo pela face.
Gritei, chorei, e tudo que pedia era a visão dela novamente!
Talvez com olhos azuis.
Mas ninguém se importou com a visão.
Ninguém se importou com toda poesia contida na face.
Só não me disseram sobre o verso livre
Sobre todo o lirismo e toda lúdica!
Como puderam se esquecer do líbido enfurecedor
em um verso livre?
E como poderiam eles dizer que certas palavras não existiam se eu de fato sentia e conseguia pronunciá-las?
Sobre todo o lirismo e toda lúdica!
Como puderam se esquecer do líbido enfurecedor
em um verso livre?
E como poderiam eles dizer que certas palavras não existiam se eu de fato sentia e conseguia pronunciá-las?
Pois meu verso livre veio ao mundo desejando ser livre,
ser lúdico, ter líbido e nutrir a paixão de um esquizofrênico absorte em seus pensamentos
abstratos
Mas isso é profano.
ser lúdico, ter líbido e nutrir a paixão de um esquizofrênico absorte em seus pensamentos
abstratos
Mas isso é profano.
Escrito por: Gabriel. F. Rossetti.
Por inúmeros motivos, este escrito me deixa completamente boba.
Gabriel me enviou há alguns dias e eu prometi postar aqui. Acredito que tudo que é bom
deve ser dividido com o maior número de pessoas possíveis. Ai está um escrito que deve
ser visto como princípio de diversas reflexões. É interessante a ideia principal e o
desenrolar dela, mas é ainda mais interessante a forma como ela surge e domina nossas mentes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário