Caros leitores, evitei ao máximo criar este post, mas, sinto que é necessário. Me sentiria uma hipócrita se não o fizesse.
Não sei se já comentei por aqui que estou cursando Direito. Bem, quando escolhi o curso tinha em mente entender como funcionava o sistema jurídico e as normas do meu país e do mundo , entender mais sobre direitos humanos e o que eu poderia fazer pelas pessoas que amo e meus semelhantes, buscar a justiça e os princípios de igualdade. Imaginava que este era o curso que melhor traria as respostas para minhas inúmeras perguntas, o fato, é que o curso realmente é tudo isso e mais um pouco. Mas há uma pedra, eu diria que uma ENORME pedra que está atrapalhando não apenas o meu mas também o caminho dos meus colegas de classe.
Essa pedra tem nome, sobrenome e até livro publicado. Essa pedra é pequena, como aquela que fica alojada em seu sapato. A princípio você não percebe que ela está ali, mas com o passar do tempo ela começa a incomodar, machuca o seu pé, cria calos e, se não retirada, pode causar danos maiores. Danos muito maiores que podem sim alterar o seu caminho.
É uma pedra fútil, extremamente fútil. Digna de pena, hipócrita, soberba, arrogante, lacaia de um salário estável e de um status que lhe garante mesquinhos privilégios. Privilégios esses que a enaltecem e rejeitam a opinião dos alunos, como se os mesmos fossem dispensáveis.
Me sinto tão frágil, tão pequena e tão impotente diante dessa situação. Afinal, o direito não é igual para todos? Não temos o direito de expressar nossas opiniões? E o direito de resposta onde é que entra nessa bagaça? Quer dizer, o direito só é válido para um grupo privilegiado, que, por ter uma posição acadêmica superior se acha no direito de humilhar, ofender e rejeitar as pessoas? Isto é Mackenzie? ISTO?
Às vezes a vontade que tenho é a de seguir o jogo dela, mas, será que vale a pena? Extirpar de minha alma meus princípios apenas por uma nota? Ou eu deveria levantar a mão a falar alto (como já dizia sabiamente o professor Peixoto) que sou contra suas atitudes? Sinceramente, não sei a que conclusão chegar. O que sei é que me controlo dia após dia para não tomar nenhuma atitude insensata. Para não fazer algo que me traga arrependimento depois.
Mas, de uma coisa tenho certeza: se até hoje tal PEDRA continua na Universidade, é porque, de certa forma, os esforços dos alunos anteriores não foram suficientes. E NÓS podemos fazer a diferença (deixemos de lado o clichê).
Se serve de conselho não deixem de lutar pelo que acreditam, e não sejam submissos a esse sistema falho e perverso. Nós podemos ser muito mais que um bando de cabeças vagas e aleatórias ok? Não deixemos que o sabor amargo da impunidade seja predominante em nossas vidas. Somos seres humanos, somos lutadores, somos, sobretudo vencedores. Provemos isso a nós mesmos.
Boa semana.
sábado, 23 de outubro de 2010
O sabor amargo da impunidade!
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Um comentário:
E prima e osso essa facul de hj em dia são todas assim tanto faz vc estudar em uma publica ou particular " ...Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Querem te matar a sede, eles querer te sedar
Eles querem te vender, eles querem te comprar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?...."
Nos como pensadores e cientistas q somos não podemos ficar calados... bjos
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